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O
51º Fórum Nacional de Secretários
e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito,
reunido em Curitiba, reafirma seu compromisso no desenvolvimento
de uma política nacional que viabilize um transporte
público de qualidade e acessível a todos.
A
necessidade de uma política mais contundente
para o setor, explicitada no 49º Fórum,
em Blumenau, culminou na construção
do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte
Público de Qualidade para Todos, reunindo
amplos setores da área de gestores municipais
de transporte e trânsito, representantes de
governos estaduais, entidades da sociedade civil,
setores empresariais, ONGS e entidades sindicais,
entre outros.
Nesta
51ª reunião do Fórum Nacional,
reafirmamos a necessidade de se estabelecer um amplo
pacto social que possa democratizar o acesso ao transporte
público e às vias, democratizando assim
o acesso às oportunidades. A viabilidade de
uma política capaz de alterar o quadro de abandono
que o setor vem sofrendo durante décadas passa
necessariamente pela busca de alternativas de financiamento
do setor.
Assim,
propostas defendidas pelo Fórum, juntamente
com o Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte,
como a aplicação de 75% dos recursos
da CIDE para o Fundo Nacional de Infraestrutura de
Transportes, dos quais 25% para o transporte público
urbano, são estratégicas para êxito
das políticas para o setor. O texto da Reforma
Tributária votada na Câmara em primeira
instância, destinando 25% da CIDE para estados
e municípios, a princípio não
garante esse pleito.
Secretários
e Gestores de Transporte e Trânsito presentes
em Curitiba fazem ainda um apelo ao Governo Federal
e ao Congresso Nacional que apreciem e aprovem, além
do pleito da CIDE, prioritariamente as propostas que
reduzem os custos do setor e desoneram as tarifas,
tais como: tratar do setor transportes como item da
cesta básica, desonerar os custos da folha
de pagamentos das empresas de transporte público,
por meio de tributação sobre o faturamento,
reduzir o preço do óleo diesel para
o transporte urbano, entre outros.
A
constituição de um pacto no setor passa
necessariamente também pelo compromisso dos
municípios, através de seus prefeitos,
que qualquer medida que represente redução
de custos para o setor seja transferido diretamente
o benefício para os usuários, bem como
adotar medidas no âmbito de sua esfera na busca
de recursos, aprimorar a fiscalização,
modernizar o setor e construir prioridades que visem
um transporte público de qualidade.
O
Fórum Nacional ainda se empenhará para
a construção de uma política
nacional de mobilidade sustentável, que contemple
os princípios da democratização
e inclusão social, inclusive com participação
efetiva e defesa destas propostas na Conferência
das Cidades.
O
51º Fórum Nacional conclama todos os municípios,
estados, entidades da sociedade civil, entidades sindicais,
parlamentos e o Congresso Nacional que debatam as
propostas para o setor e os convida para participarem
do lançamento do manifesto do Movimento Nacional
pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade
para Todos, dia 25 de setembro em Brasília.
O
Fórum conclama, portanto toda a sociedade a
cerrar fileiras nesta luta, pois a magnitude do desafio
de construir um transporte público de qualidade
acessível a todos não é uma tarefa
apenas dos municípios, dos estados, da união,
mas de toda a sociedade.
Curitiba,
11 de setembro de 2003.
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