ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTES PÚBLICOS
 
 
 

 
Transporte Público

4) A questão energética e ambiental

a) Energia e transporte

O consumo final de energia no Brasil em 1996 foi estimado em 197 milhões de toneladas equivalentes de petróleo - toe. O setor de transporte tem uma participação importante neste consumo (tabela 8).

Tabela 8: consumo de energia no Brasil, 1996, setores selecionados1.

Setor

TOTAL
PRIMARiA2

DIESEL

GASOLINA

QUEROSENE

ELETRICDADE

ÁLCOOL

OUTROS

TOTAL

CONSUMO FINAL

35101

25587

12740

2559

80293

6961

34012

197253

TRANSPORTE - TOTAL

31

20385

12740

2481

365

6961

675

43638

RODOVIAS

31

19647

12689

0

0

6961

0

39328

FERROVIAS

0

395

0

0

365

0

0

760

AEROVIAS

0

0

51

2481

0

0

0

2532

HIDROVIAS

0

343

0

0

0

0

675

1018

(1) Todos os valores expressos em 103 toe;

(2) Fontes primárias: petróleo, gás natural, carvão vegetal, carvão mineral, lenha, cana de açúcar. Ref: Ministério de Minas e Energia, 1996.

A tabela 8 mostra que o setor de transporte consumiu em 1996 43 milhões de toe de energia, o que corresponde a 21% do consumo total do país. Dentro do setor de transporte, o transporte rodoviário é a forma predominante de uso de energia (90% de toda a energia consumida no setor), como conseqüência das políticas de transporte adotadas nas últimas décadas. Quanto à forma específica de energia usada, o óleo diesel é dominante, refletindo o grande uso de caminhões no transporte rodoviário (gráfico 2). No tocante ao uso de energia elétrica nas cidades, o consumo total em 1996 foi de 914 GWh (trens) e 70GWh (trólebus), uma pequena porção (0,4%) do consumo total de energia elétrica no país para todos os fins.

Gráfico 2

Ref.: Mnistério das Minas e Energia

 

O consumo de petróleo e seus derivados tem aumentado muito no país, especialmente nos últimos anos (gráfico 3)

Gráfico 3

Ref.: Mnistério das Minas e Energia

b) Os problemas ambientais

O uso crescente de combustíveis fósseis e o crescimento da demanda do transporte rodoviário vem aumentando muito as emissões de poluentes pelos veículos motorizados. Este aumento tem sido em parte compensado pelo fato dos novos veículos produzidos pela indústria nacional emitirem menor quantidade de poluentes por quilômetro rodado, em conseqüência da regulamentação estabelecida pelo PROCONVE – Programa de Controle da Poluição Veicular e de controles estabelecidos em alguma cidades brasileiras sobre a emissão de poluentes por veículos nas ruas. Apesar destes avanços, o problema da poluição atmosférica é grave, principalmente nas regiões metropolitanas com grandes frotas de veículos automotores. A gravidade do problema se expressa por meio dos prejuízos à saúde da população em geral e em particular das pessoas idosas e das crianças. Por exemplo, na Região Metropolitana de São Paulo, o número de dias com índices inadequados de concentração de poluentes alcançava, em 1996, 7% do total de dias do ano (tabela 9).

Tabela 9: Porcentagem de dias com concentração inadequada de poluentes na RMSP, 1996.

Condição

CO

PI (1)

Ozônio

Nox

Geral

Inadequada

2,6

4,4

5,1

1,1

5,8

0,3

0,2

2,4

-

0,8

Ref. CETESB, 1996.
(1) Partículas inaláveis

   

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