ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTES PÚBLICOS
 
 
 

 
ANTP
Desenvolvimento Urbano

 

QUALIDADE AMBIENTAL

O desenvolvimento urbano e as formas específicas de uso e ocupação do solo têm relação direta com as condições de transporte e circulação. A relação entre o transporte e a estrutura urbana causa impactos que podem ser definidos como o conjunto dos efeitos decorridos em um desses sistemas por ações produzidas sobre o outro e vice-versa.

O objetivo dos programas de qualidade ambiental é minorar ou eliminar estes efeitos negativos.

O crescimento contínuo das cidades brasileiras freqüentemente não é acompanhado de investimentos em infra-estrutura física e operacional ou em sistemas de transporte público situados em patamares de qualidade requeridos para o bom atendimento por aqueles que necessitam se deslocar pela cidade.

A falta de transporte público de qualidade estimula a expansão do uso de transporte individual, em situações onde o sistema viário é insuficiente para garantir a circulação com eficiência. São sinais visíveis de uma matriz de transporte desiquilibrada:

  • Congestionamentos,

  • Conflitos entre a circulação de pedestres e veículos,

  • Condições precárias de segurança da frota,

  • Risco de acidentes,

  • Excesso de emissão de ruídos e gases e doenças decorrentes,

  • Aumento dos tempos de viagem e do consumo de combustível,

  • Deterioração do patrimônio arquitetônico.

O uso intenso do automóvel na circulação urbana causa dispersão e fragmentação excessiva do uso do solo, sobretudo na distribuição de empregos. Além disso, a imagem de altíssima acessibilidade que ele oferece, exerce uma forte atração sobre os usuários e vai aos poucos transformando os espaços de circulação de pedestres e áreas verdes de convivência em estacionamentos potenciais.

Benefícios dos programas ambientais

  • Diminuição da pressão sobre a mudança do uso do solo, revertendo a velocidade de adaptação da cidade ao automóvel. Isto evitará que continuem a ocorrer várias modificações indesejáveis como a transformação de áreas reservadas para circulação de pedestres e áreas verdes em estacionamentos (com aumento da impermeabilização do solo), a destruição do patrimônio histórico e cultural, a criação de vazios urbanos, a transformação de ruas de trânsito local em vias de articulação regional e a deterioração e quebra de relações sociais e afetivas com o meio urbano.

  • Diminuição do desgaste do pavimento do sistema viário, que significa maior disponibilidade de recursos para investimentos não apenas na manutenção corretiva das vias, mas na possibilidade de adoção de materiais de maior durabilidade e qualidade estética.

  • Diminuição do risco de acidentes, com ampliação da participação do transporte coletivo associada a programas de revitalização urbana através da adoção de novos materiais e pisos, paisagismo, iluminação e mobiliário urbano em áreas antes degradadas pela circulação excessiva e seus impactos decorrentes. Disciplinamento da convivência entre veículos e pedestres, sobretudo nas travessias, significando valorização da circulação de pedestres e aumento da segurança.

  • Redução dos tempos de viagem, o que significa além dos ganhos já citados, o aumento da produtividade dos usuários do transporte coletivo, aumento das horas livres disponíveis para crescimento social, redução das tensões sociais ( greves, riscos de quebra – quebras, vandalismo do mobiliário urbano etc.).

  • Diminuição dos congestionamentos e do consumo dos combustíveis, o que significa um melhor aproveitamento da matriz energética do país, estimulando a auto-suficiência energética e a redução da dependência tecnológica.

  • Diminuição da emissão de gases, de partículas e ruídos reduzindo os impactos atmosféricos (chuvas ácidas, elevação de temperaturas etc.) e sobre a saúde dos moradores, usuários e trabalhadores na área de influência da rede de transporte (diminuindo as doenças respiratórias, gastos com internaões, tratamentos e queda da produtividade da mão-de-obra).

  • Contribuição para revalorizar a paisagem urbana, conservar as construções históricas, as esculturas, monumentos públicos e áreas verdes ameaçadas pela degradação das condições ambientais.

 

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